Dicionário de Termos da Fotografia

separator

ABERRAÇÃO CROMÁTICA (PURPLE FRINGING) - Defeito fundamental que interfere não só no rendimento, como também no funcionamento dos elementos ópticos. Se a luz fosse de um só tipo cromático não se produziria a aberração. Mas toda lente é um prisma, e, portanto desvia as cores segundo a longitude de onda. Nem sempre a aberração cromática é resultado de imperfeições da lente. O próprio CCD é bem sensível ao violeta/ultravioleta. As ondas em torno do violeta chegam em pontos diferentes das outras cores ao passar por regiões de alto contraste, pelas lentes e pela superfície do CCD, ficando, então fora de foco.

ABERTURA - Termo relacionado ao tamanho da abertura do diafragma. Ela varia numa seqüência de números cada um deles significando o dobro da luz do número anterior. A seqüência clássica é: 1 - 1.4 – 2- 2.8 – 4 –5.6 – 8 – 11 – 16 – 22 – 32 – 44 – 64. Nesta seqüência, quanto MAIOR o número, MENOR a abertura, isto é, os números são denominadores de frações. Assim, f1.4 é muito aberto, f11 bastante fechado.

ABERTURA TOTAL – uma dada lente pode ter diferentes aberturas. O termo se refere a uma lente com a sua abertura total, ou seja, na sua configuração mais ampla. A abertura total para uma lente f/2,8 é então f/2,8. Isto minimiza a zona de nitidez (tecnicamente conhecida como profundidade de campo), ajudando a suavizar o fundo e realçar o objeto.
 
ACROBAT - Aplicativo desenvolvido pela Adobe que gera arquivos PDF (Portable Document Format). Podem ser visualizados pelo Acrobat Reader em qualquer computador, independente de plataforma, sistema operacional ou tipos de fonte.

ACHATAMENTO DE PLANOS - alteração na perspectiva causada pelo uso de teleobjetiva a grande distância de todas as partes da cena. Os objetos parecem mais próximos entre si do que realmente são. Também chamado de compressão de planos ou efeito telefoto.

ACUTÂNCIA - padrão de medida para aferir a qualidade, quanto a sua nitidez, alteração de tons, cores e contornos da imagem.
 
AE - Iniciais da expressão inglesa "Automatic Exposure Meter". Modo de exposição automática no qual a câmara estabelece tanto a velocidade do obturador quanto a abertura para obter a exposição em EV 0.
 
AF - "Auto Focus" em inglês. A focalização da imagem é feita automaticamente pela câmara, por meio de sensores infravermelhos.
 
AJUSTE B (BULB) - Ajuste na escala de velocidades do obturador para mantê-lo aberto durante o tempo necessário para fotografar cenas com poucas condições de luz, como ruas e avenidas de grande movimento durante á noite, por exemplo.

AJUSTE DE FOCO IV – Linha vermelha em um dos lados da objetiva assinalando um ajuste de foco, usado ao se fotografar fotos em filme infravermelho.
 
AJUSTE DE CONTROLE DE EXPOSIÇÃO - (Bracketing): Método para fotografar a mesma cena com exposições maiores e menores que a indicada pelo fotômetro, com o propósito de obter imagem com exposição ideal.
 
ALTERAÇÃO de Sensibilidade - Técnica que consiste em alterar, aumentando ou diminuindo a sensibilidade nominal do filme ou sensor, de acordo com as condições de luz da cena, para acentuar o contraste, aumentar ou diminuir sua escala tonal.

ALIASING (ALIAS) - termo que define um fenômeno desagradável nas imagens, a visualização de pixels quadrados nas margens de um objeto e que acontece sobretudo devido ao contraste entre pixels limítrofes.

ALTAS-LUZES (HIGH KEY) - luzes muito claras, região clara da fotografia, da cena ou da transparência, como brilhos ou tecido branco. Área muito densa e escura do negativo. Também chamado alto valor.

AMPLIAÇÃO - tamanho que um objeto aparece na imagem. A ampliação de uma imagem no filme/sensor é determinada pela distância focal da lente. Uma lente de foco longo (teleobjetiva ou, simplesmente, tele) faz o objeto parecer maior que a lente de foco curto (grande angular ou, simplesmente, GA).

ANEL ADAPTADOR – Anelo roscado estreito que se encaixa na parte da frente da objetiva para permitir a utilização de acessórios de diferentes diâmetros (maiores e menores).

ANEL DE INVERSÃO OU REVERSÃO - acessório para câmara fotográfica que permite utilizar a objetiva, invertendo a parte anterior e a posterior desta. Utiliza-se em fotografias a pequena distância ou para macro para obter imagens de melhor qualidade e maior aumento.

ÂNGULO DA CÂMERA - relação da posição da câmera para a posição do objeto. O mais comum é segurar a câmera horizontalmente ao objeto, mas frequentemente pode-se causar mais impacto ao alterar-se o ângulo da câmera para mudar a perspectiva e linha do objeto com um fundo interessante.

ÂNGULO DE VISÃO - amplitude que pode ser registrada por determinada lente; determinado pela distância focal da objetiva. O ângulo de visão, geralmente é aproximadamente maiores que 60° para lente grande angular, 40-60° para lentes normais, e menos que 40° para lentes teleobjetiva.
 
ARMAZENAMENTO DIGITAL - Para armazenar arquivos de imagens digitais a médio e longo prazo, recomenda-se uso de mídias ópticas, como CD-R, ou Discos rígidos (HDs).

ARTEFATOS (ARTIFACTS) - formas estranhas que surgem na imagem digital devido ao somatório de aplicação de sharp e de suavização anterior de ruído. Normalmente, as folhas das árvores ficam grosseiras, os detalhes estranhos, brutos, rombudos. É o fator de degradação de imagem mais desagradável entre todos. Podem surgir também – e surgem – devido à compactação JPEG agressiva.
 
AUTOMÁTICO Prioridades - Alguns modelos tem programas para fotos especiais identificados por ilustrações. É só ajustar para o desenho correspondente que a máquina fará o resto sozinha. Consulte o manual da sua para maiores informações.

BAIXA GAMA TONAL – Assunto ou imagem de carece de contraste, apresentando um amplitude tonal mínima.

BAIXAS-LUZES (LOW KEY) – falta de luz na cena, região escura da fotografia ou transparência, como sombras e regiões sem luz. Área muita clara no negativo. Também chamado de baixo valor.
 
BALANCEAMENTO DE CORES - A acuidade geral relativa à reprodução das cores quando comparadas á cena original. Os filmes são equilibrados pelos próprios fabricantes para o uso com fontes específicas de luz. Para luz solar use Filme Daylight ou para luz incandescente como estúdios de TV, shows, teatros ou concertos musicais use Filme Tungsten. Temos também programas de imagens com estes recursos.

BALANÇO DE BRANCO (WHITE BALANCE) - recurso de correção, por meio de colorímetro, destinado a pré-ajustar a câmera em relação à fonte de luz utilizada (Luz do Dia, Fluorescente ou Incandescente), com o propósito de manter as cores originais da cena.

BALL HEAD (CABEÇA RÓTULA ou CABEÇA PANORÂMICA) - dispositivo especial no tripé ou adaptável a este, que permite a fixação em qualquer ângulo da câmara, por simples aperto de parafuso, ou acionado por meio de punho.

BANDEIRAS – Acessório de iluminação de estúdio com folhas ajustáveis usadas para controlar o tamanho e direcionamento do feixe de luz.

BIT - unidade básica da informação. No sistema binário ou digital, podemos representar apenas dois valores: 0 e 1.
 
BITMAP - Imagem "bitmapeada" é aquela na qual registramos as informações (cor e posicionamento) de cada pixel, utilizando uma matriz bidimensional (mapa X/Y). Anacrônico de Bitmap, ou Mapa de Bits é o formato nativo do Windows, armazena os dados sem compactar a imagem, e pode ser lido em quase todos os programas que rodam sob Windows. Muito utlizado nas primeiras câmaras digitais, sendo gradativamente substituído pelo Tiff e RAW.
 
BMP - Formato de gravação de arquivo, difundido pela Microsoft/Windows, no qual as informações são gravadas utilizando padrão "bitmap".

BLOCKING – Efeito indesejado criado pela compressão (JPEG). As bordas dos blocos de pixels criados pelo algoritimo de compressão podem não se encaixar exatamente como resultado de informações terem sido descartadas pela formação dos blocos.

BLOOMING – O equivalente eletrônico do flare. O vazamento de carga entre os elementos do CCD causado por uma exposição excessiva forma fachos e halos em torno das alta-luzes brilhantes da imagem.

BOKEH - Termo japonês que designa a área da fotografia que não está em foco, ou simplesmente, designa a "qualidade estética" dessa área da foto fora de foco.

BRACKETING - truque empregado pelos fotógrafos para assegurar exposição adequada. O fotógrafo bate uma série de imagens, uma com a exposição medida ou estimada, a seguinte com exposição um pouco maior e outra com exposição um pouco menor. Muito utilizado para realizar mesclagens HDR.

BRILHO – Nível de intensidade da luz. Uma das três dimensões da cor no sistema HSB (ou HSV). Ver MATIZ e SATURAÇÃO.

BULB – modo de disparo para longa exposição em que o obturar permanece aberto enquanto se mantém pressionado o botão de disparo. Pode ser realizada através de controle remoto.

BURST - é o modo de disparo contínuo para capturar várias imagens consecutivas apertando o disparador somente uma vez, mantendo-o pressionado durante toda a operação.

BYTE - unidade padrão de medida de um ficheiro e é constituído por 8 bits, representando os valores de 0 a 255 num sistema decimal.
 
CABEÇA de Rótula (Cabeça Panorâmica): Dispositivo especial no tripé ou adaptável a este, que permite a fixação em qualquer ângulo da câmara, por simples aperto de parafuso, ou acionado por meio de punho.

CABO DE SINCRONISMO - fio elétrico que conecta a unidade de “flash” à tomada no corpo da câmera (circuito de liberação do sincronismo do obturador).

CAIXA DE LUZ – Ver TENDA DE LUZ

CALIBRAGEM – Processo que consiste em ajustar um dispositivo, como um monitor, para que funcione de modo compatível com outros dispositivos, como scanners e impressoras.
 
CANAIS DE MINILAB - Toda a impressora de minilab possui programas para corrigir desvios de cor e contraste apresentado por cada marca ou tipo de negativo. Este sistema constitui desde do balanço de cores, slope under, slope over e slope ultra-over, para ajuste fino de contraste e densidade. Esses canais ainda apresentam a possibilidade de serem calibrados manualmente.
 
CAPTURA DIGITAL - É o ato de fotografar, onde o filme é substituído por discos ou pela própria memória do computador. A captura digital pode ser feita através de câmaras ou scanners, tanto para cópias e ampliações, como também possibilita o escaneamento direto de negativo ou diapositivos (slides) convencionais.

CARTÃO CINZA - Um cartão que reflete uma percentagem conhecida da luz que incide sobre ele. Em geral, tem um lado cinzento que reflete 18% da luz e um lado branco que reflete 90% da luz. Padrão utilizado para aferir leitura de todos os fotômetros, flashmeters e sistemas de impressão fotoquímico.
 
CARTÃO DE ARMAZENAMENTO ou CARTÃO DE MEMÓRIA - Meio de armazenamento utilizado pelas Câmaras Digitais. Entre os vários modelos podemos citar: ATA PCMCIA, Smartmedia e Compact Flash, entre outros. As primeiras câmeras utilizavam disquetes, porém com o incremento de resolução nas câmaras, houve a necessidade de desenvolver novas mídias.
 
CARTÃO PCMCIA - "Personal Computer Memory Card International Association", cartão de memória de espessura e desenho semelhantes ao cartão de crédito. Usado em computadores portáteis e como acessório integrante de alguns sistemas de imagem digital.

CCD (CHARGED-COUPLED DEVICE) - sensor óptico empregado em equipamentos de captura tais como: scanners, câmeras de vídeo e câmeras digitais. Converte a luz incidente e seus pontos em sinais elétricos, desenhando eletronicamente a imagem, digitalizando-a Essa conversão é efetuada quando a luz atinge os fotodíodos existentes no CCD.

CÍRCULO DE CONFUSÃO - disco de luz ou círculos luminosos da imagem, produzido pela objetiva quando o objeto a ser fotografado não está perfeitamente focado. Também usado como padrão para medir índice de resolução das objetivas por meio de microscópios digitais adequados, já que o olho humano não consegue distinguir entre um círculo de difusão muito pequeno - com diâmetro inferior a 0,25 (mm) e um verdadeiro ponto.

CÍRCULO DE DEFINIÇÃO ACEITÁVEL – Define a extensão física de uma imagem através da lente que será nítida e em conformidade com alguma medida de qualidade de imagem objetiva aceitável.

CLIPPING – Ocorre quando um ou mais valores de vermelho, verde ou azul da imagem de saída atingem o valor máximo ou mínimo que o sistema pode produzir.

CLOSE-UP - foto tirada próximo ao objeto, geralmente definida como tirada a 1 m de distância ou menos. Os temas mais populares de close-up são flores, insetos e objetos pequenos. Enquanto a maioria das lentes comuns pode focalizar na distância de 40-50 cm, as lentes especializadas oferecem um melhor desempenho para close-up de fotografias profissionais.

CMOS (COMPLEMENTARY METAL-OXIDE-SEMICONDUCTOR)
- sensor óptico que converte a luz incidente e seus pontos em sinais elétricos, desenhando eletronicamente a imagem, semelhante ao CCD. Contudo, difere deste por ser possível o processamento de dados.  Utiliza-se de bem menos energia que o CCD, resultando em menor temperatura durante a operação.

CMYK - na imagem digital, refere-se ao espaço de cor no qual são utilizadas as cores subtrativas: ciano, magenta e amarelo, aliadas ao preto. Também chamadas cores de processo.

COLMEIA – Em iluminação, uma grade colocada sobre a fonte de luz para impedir a dispersão da luz, que atravessa a grade na direção correta ou é absorvida pelas paredes das células da colmeia.

COMPACT DISK - Utilizado na imagem digital. Espécie de mídia óptica (CD), que permite gravação de dados. Basicamente se utiliza dois tipos de cds.
 
COMPOSIÇÃO FOTOGRÁFICA - É a ordem dos elementos, do primeiro plano e dos motivos secundários, é também a qualidade estética que inclui textura, equilíbrio de cores e formas entre outras variáveis que combinadas formam uma imagem comunicativa e agradável de se ver. A composição de imagem tem como objectivo alcançar um efeito emocional, passar um clima e quebrar a monotonia, pois compor não é só mostrar imagens bonitas mas sim fazer com que o espectador fixe a sua atenção nos pontos de interesse do assunto, esse interesse pode estar no primeiro plano, no meio ou atrás.
 
COMPRESSÃO de Arquivos Digitais - Processo no qual reduzimos o tamanho dos arquivos em bytes. Pode ser realizado com ou sem perda de informação. O método sem perda utiliza programas de compactação, que primeiro analisam os dados binários, e depois calculam seu percentual de compressão. O exemplo mais típico é o Winzip. O processo de compactação com perda utiliza sistema de algoritmos, que analisam a imagem. Estes algoritmos tendem a desprezar detalhes secundários da imagem, não perceptíveis ao olho humano, como é, por exemplo, o clássico formato JPEG. Também denominado por "Quality".

COMPENSAÇÃO DA CONTRALUZ - aumentar a exposição para contrapor a contraluz sobre um objeto. Pelo motivo da maioria dos sistemas de medição ter a tendência de subexpor os objetos iluminados pela contraluz, geralmente uma boa dica é aumentar a exposição até 2,0 EV.

COMPENSAÇÃO DA EXPOSIÇÃO - ativação manual que permite aumentar ou diminuir a exposição quando houver um motivo para acreditar que o foco automático da câmera não irá produzir uma exposição correta. Geralmente as câmeras oferecem uma faixa de ± 3EV de compensação da exposição, variando em 1/3 EV.

COMPOSIÇÃO - é o arranjo dos elementos de uma fotografia, o assunto principal, primeiro plano, fundo e motivos secundários, correlacionando-os com a luz incidente, além da preocupação em controlar a exposição e foco, para formar a imagem final registrada pela câmera.

CONE – Tubo preto cônico acoplado sobre um holofote ou floodlight pequeno. Restringe a iluminação a uma área circular.

CONTRALUZ - tipo de fotografia onde o objeto principal tem atrás de si uma região bem mais iluminada que ele, e se faz a fotometria para o objeto principal e não para o fundo, de forma que o objeto principal seja visível e exiba detalhes, mesmo que o fundo fique estourado.

CONTRASTE - diferença entre as partes claras e escuras de uma cena ou fotografia.
 
CONTROLE DE ABERTURA - O anel da objetiva ou da câmara (um botão, em alguns modelos que, quando rotacionado, ajusta o tamanho da abertura da íris no diafragma e modifica a intensidade de luz que incide sobre o filme).
 
CONTROLE DE TEMPERATURA - Trata-se de variável crítica, tanto no processamento manual, como em minilabs e micro-processadoras e com influência imediata na imagem final. Apesar das processadoras possuírem sistema de termostatos, recomenda-se sempre aferir sua respectiva temperatura com termômetro de precisão. Siga sempre as especificações recomendadas pelos fabricantes dos processos utilizados.
 
CONTROLE DE VELOCIDADE (do Obturador) - Controle que seleciona o período de tempo, a quantidade de luz que o filme é exposto.
 
CONVERSOR - (ou "Teleconverter") Lente auxiliar adaptável entre a objetiva original e o corpo da câmara, apresentando como resultado uma distância focal combinada maior do que a própria objetiva. A maioria dos conversores multiplica a distancia focal por um fator de dois a três vezes. CROPPING - Processo de corte de uma imagem digital.
 
COR SATURADA - Cor pura, sem qualquer mistura de cinza ou contaminação de outra cor. COMPOSIÇÃO - É o arranjo dos elementos de uma fotografia, o assunto principal, primeiro plano, fundo e motivos secundários visando harmonia e estética visual.

CONVERGÊNCIA VERTICAL - distorção das linhas verticais contidas na perspectiva da imagem, quando se fotógrafa em contra-mergulho ou mergulho. Os assuntos mais altos, como imagens arquitetônicas, p. ex., parecem a se inclinar para trás. Esse efeito pode ser corrigido por meio de báscula nas câmaras de grande formato ou lentes especiais.

CONVERSÃO LINEAR - tipo de conversão de arquivos RAW na qual não é aplicada nenhuma curva de contraste. Produz imagens escuras e pálidas, mas é útil para tratamentos extremamente sofisticados de imagem onde se quer recuperar as ALTAS-LUZES quase estouradas.

CONVERSOR DE RAW - programa que faz a conversão de um arquivo bruto com informações de pixels de apenas três cores para um arquivo de imagens onde cada pixel pode assumir uma infinidade de cores. Esses programas retiram do software da câmera a responsabilidade por essa conversão, com o benefício de terem rotinas mais bem escritas e maiores, de usufruirem de maior poder computacional dos micros em relação às câmeras, e de libertarem a fotografia dos sets padronizados do fabricante ao gerarem os arquivos JPEG.

CORES COMPLEMENTARES – Cores resultantes (ciano, magenta ou amarelo) quando uma das três cores primárias (vermelho, verde ou azul) é subtraída da luz branca. Também chamadas de “primárias substrativas” ou de “cores secundárias”.

CUT OUT - Em fotografia, é uma técnica de tratamento de imagem digital na qual uma área da fotografia fica colorida e outra área fica em Preto e Branco ou outra variação monocromática, separando assim o assunto principal do restante do frame, destacando-o.
 
DEFINIÇÃO - É a clareza nos detalhes e contornos. Depende da dimensão do menor ponto da imagem que pode ser gravado no filme por meio da objetiva que se utiliza. O índice de definição vai depender da sensibilidade do filme, da qualidade óptica da objetiva, dos métodos de fotometria e processamento da imagem.
 
DIAFRÁGMA - Dispositivo ajustável de laminas metálicas que formam uma abertura aproximadamente circular com diâmetro variável, para controlar a intensidade da luz transmitida pela objetiva.

DIFRAÇÃO - fenômeno que se observa quando a luz passa junto à borda de um corpo opaco ou através de uma abertura estreita de diafragma. A luz sofre um pequeno desvio ou deflexão, originando feixes de interferência, que, por vezes, é possível observar a olho nu, como manchas luminosas indefinidas. Este efeito é eventualmente perceptível quando se fotografa com diafragmas muito fechados.

DIFUSÃO - é o fenômeno físico em que a reflexão da luz se dá de forma desordenada perdendo intensidade. A chamada luz difusa é muito empregada na fotografia para amenizar as sombras.

DIFUSÃO INTERNA - luz refletida dentro do corpo da objetiva, entre seus elementos ópticos, que produz marcas irregulares no negativo, diapositivo e/ou sensor digital, degradando a qualidade da imagem. Este efeito é minimizado com o tratamento de fluoreto, ou "coated", tornando as objetivas de coloração magenta, azulada ou de outra coloração, conforme o tipo de matéria prima empregada.
 
DEMOSAICO – Também chamado de INTERPOLAÇÃO DE COR - processo que acontece em todas as câmeras ou nos conversores de RAW e que consiste em interpolar a cor de um pixel com seus vizinhos e dar ao pixel resultante a média dessa interpolação.

DISPARADOR DE CABO - acessório utilizado para reduzir as vibrações da câmara, acoplada á um tripé, quando se fotografa em baixa velocidade. Consiste em cabo fino, de vários comprimentos, fixados por uma extremidade ao botão disparador da câmera. O cabo insere-se em um tipo de borracha ou plástico flexível, ou de malha metálica, sendo acionando manualmente pelo fotógrafo. Nas câmeras digitais é comumente substituído pelo controle remoto.

DISPARO CONTÍNUO – ver BURST

DISPARO LENTO – ver LONGA EXPOSIÇÃO

DISTÂNCIA FOCAL - distância entre a objetiva e um ponto determinado, onde se forma a imagem focalizada de um assunto a grande distância, quando a objetiva está focalizada para o infinito. A distância focal de uma objetiva determina o tamanho final da imagem fotográfica. Em geral, quanto maior for a distancia focal da objetivam menor será seu respectivo ângulo de visão.

DISTÂNCIA FOCAL EQUIVALENTE – o mesmo que distância focal, mas em relação específica ao quadro de 35mm. Especialmente útil para fazer correspondências entre as distâncias focais de lentes acopladas em câmeras de sensores cropados.

DISTÂNCIA HIPERFOCAL - distância até o objeto mais próximo em foco, quando a objetiva é focalizada no infinito. Estabelecer o foco nessa distância, ao invés de no infinito, fará com que os planos mais distantes permaneçam em foco, além de estender a profundidade de campo a fim de incluir outros planos mais próximos da câmara.

DISTORÇÃO CAPITONÊ – Aberrações pelas quais a imagem de um quadrado é menos ampliada no centro do que nas bordas.

DISTORÇÃO TUBULAR – Aberração pela qual a imagem de um quadrado é mais ampliada no centro do que nas suas bordas – produzindo um formato similar à seção transversal de um tudo.
 
DISTORÇÃO Grande-Angular - Alteração na perspectiva causada pelo uso de lente grande-angular (distância focal pequena) muito próxima ao objeto.Os objetos aparecem esticados ou mais distantes do que realmente são.

DOF (DEPTH OF FIELD) – ver PROFUNDIDADE DE CAMPO

DOMINANTE DE COR (COLOR CAST) - tonalidade geral colorida que se dá às fotografias em cores um aspecto distorcido e pouco natural. Origina-se normalmente de mal processamento, falta de uso de filtro adequado, emulsão estocada inadequadamente ou com seu respectivo prazo de validade vencido. Aplica-se também quando o White Balance não efetua a correção de cor adequada.

DPI (DOTS PER INCH) - é a medida da resolução dos dispositivos de saída, notadamente impressoras, sendo que quanto mais alto for este valor maior será a resolução de uma imagem. Não tem utilidade quando relacionado ao cabeçalho da imagem digital.

DSLR (DIGITAL SINGLE-LENS REFLEX) - versão digital para as antigas câmeras de filme SLR, em que a luz passa apenas pela lente antes de chegar ao sensor.

DYNAMIC RANGE (AMPLITUDE DINÂMICA) - a máxima amplitude tonal, escura e clara, que um dispositivo de captação de imagem é capaz de capturar.
 
EIXO ÓPTICO - Linha imaginária que passa pelo centro óptico de um sistema de lentes ou objetiva.
 
 
ESCALA - normalmente se refere às gradações tonais ou "ESCALA DE CINZAS" ou "ESCALA DE TONS". Pode se referir também à composição, significando relação de tamanhos entre as coisas, num mesmo plano ou em planos diferentes.

ESCALA DE CINZAS (GRAYSCALE) - descreve uma foto em P&B em que há grande variabilidade de tons de cinzas, excetuando-se o preto absoluto e o branco absoluto, totalizando 256 tons. O mesmo que ESCALA DE TONS.

ESTOURAR - diz-se que há um estouro numa região da foto quando ela fica totalmente branca ou totalmente preta, e assim  os detalhes que deveriam ser vistos naquela região estão irremediavelmente perdidos.

EV (EXPOSURE VALUE) - valor de exposição, medida da quantidade de luz que incide sobre o filme ou sensor digital. A exposição é determinada pela combinação entre a velocidade de disparo e abertura da lente. Cada multiplicação/divisão da velocidade de disparo ou abertura/fechamento da lente é por um número-f é equivalente a 1 EV.
 
EXPOSIÇÃO - Tempo durante o qual a luz deve incidir sobre a emulsão fotográfica para formar sua respectiva imagem. A exposição é controlada pela velocidade do obturador e pela abertura do diafragma selecionada.

EXPOSIÇÃO AUTOMÁTICA - modo de operação no qual a câmara ajusta automaticamente a abertura e a velocidade do obturador, para exposição zerada no fotômetro.

EXPOSIÇÃO AUTOMÁTICA COM PRIORIDADE DE ABERTURA - modo de exposição automática que permite ao usuário ajustar a abertura da lente. A câmera determina automaticamente a velocidade de disparo correta. Isto permite o controle efetivo da profundidade do campo e é popular entre os fotógrafos profissionais.

EXPOSIÇÃO AUTOMÁTICA COM PRIORIDADE DE OBTURADOR – modo de exposição automática que permite ajustar manualmente a velocidade do obturador. A câmera determina automaticamente a abertura necessária para a correta exposição.

EXPOSIÇÃO CORRETA - combinação entre a velocidade de disparo e abertura da lente que distribui a quantidade correta de luz para produzir uma boa imagem no filme/sensor.
 
EXPOSIÇÃO MANUAL - Modo não-automático de operação da câmara no qual o fotógrafo estabelece tanto a abertura quanto a velocidade do obturador em função das condições de luz e do resultado pretendido.
 
EXPOSIÇÃO PROLONGADA – ver BULB
 
EXPOSÍMETRO - Instrumento dotado de célula fotossensível empregado para medir a intensidade da luz que é refletida por um objeto. É usado para determinar a exposição correta para obter uma boa fotografia ou impressão adequada. Conhecido também como Fotômetro.

EXPOSURE LATITUDE (LATITUDE DE EXPOSIÇÃO) - a amplitude de variação de exposição (sub ou superexposição) que possa ser compensada durante o processamento da imagem, de forma a produzir uma densidade correta.
 
FATOR DE AMPLIAÇÃO - Fator que exprime o aumento do tamanho da imagem em relação ao do objeto fotografado. O conhecimento do fator de ampliação apresenta por vezes a determinação do tempo correto de exposição na fotografia à pequena distância, ou macrofotografia.
 
FILTRO - Vidro, acrílico ou outro material transparente colorido, usado diante da objetiva, com finalidades especiais, como acentuar o azul do céu, realçar as cores ou definir melhor os intervalos tonais da imagem fotográfica.
 
FILTRO DE CORREÇÃO - Filtro colorido colocado na objetiva para alterar o equilíbrio tonal da imagem preto e branco ou corrigir a predominância de cor emitida por determinada fonte de luz, natural ou artificial (Filtro de correção de cores). Veja também "Kelvin".
 
FILTRO DE DENSIDADE NEUTRA - (ND) Filtro cinzento utilizado para reduzir a intensidade da luz sem alterar sua qualidade cromática. Emprega-se no uso de flashes a curta distância ou para filmes de alta sensibilidade em cenas com muita luz (Praia ou Neve). Também utilizado para produzir pouca "Profundidade de Campo" em cenas normais. Uso obrigatório em câmeras tipo DSLR.
 
FILTRO POLARIZADOR - Há dois tipos: Linear, para objetivas mecânica e circular. Filtro giratório, cujo efeito pode ser constatado diretamente no visor.Elimina reflexos de superfícies não metálicas, como vidro, plástico, água etc. Usado também para dias ensolarados para escurecer e saturar o azul do céu. Empregado também para absorver o excesso de azul da luz solar, dar mais vida á vegetação e proporcionar maior saturação e separação das cores e tons de cinza. Utiliza-se unicamente com filme tipo Daylight, ou filme P&B convencional. Não produz efeito com sol a pino ou reflexos perpendiculares ao eixo da objetiva. Uso obrigatório em câmeras tipo DSLR
 
"FLASH" AUTOMÁTICO - Tipo ou modo de "flash" eletrônico com sensor fotossensível que determina a distância do "flash" para exposição ideal através da medida do retorno da luz refletida pelo objeto.
 
FLASH MANUAL - Tipo ou modo de operação do "flash" no qual o fotógrafo controla a exposição ajustando a abertura da objetiva em função da distância em que a cena se encontra.
 
FLASH de Preenchimento - Também conhecido por "fill in flash". Opera com carga reduzida para preencher áreas de sombras, preservando o efeito da luz ambiente.
 
FLASH TTL ou Flash Dedicado - Neste modo ou função, o sensor eletrônico é automaticamente desligado. O fotômetro efetua a leitura da cena a ser fotografada e comanda o flash para emitir a intensidade de luz necessária para iluminar adequadamente a cena.

FILTRO - vidro, acrílico ou outro material transparente colorido, usado diante da objetiva, com finalidades especiais, como acentuar o azul do céu, realçar as cores ou definir melhor os intervalos tonais da imagem fotográfica. É, também, o conjunto de fórmulas matemáticas aplicadas a uma imagem digital que muitos editores de imagens oferecem para alterações significativas da aparência de uma fotografia.

FILTRO PASSA-BAIXA (LOW-PASS) - na frente do sensor de uma câmera digital existe um filtro difusor. Sua utilidade é espalhar um pouco a luz, evitando que apenas um pixel fique sensibilizado, o que provocaria ALIAS, ou seja, linhas quebradas num fio de cabelo fotografado, p. ex.. O filtro LOW PASS diminui a nitidez para tornar a imagem mais agradável.

FLARE – Luz indesejada, espelhada ou refletida dentro da objetiva ou do corpo da câmera/ampliador. Causa manchas de cintilação, degradando os detalhes nas sombras.

FLASH ABERTO – Técnica que consiste em deixar o obturador aberto e ativar o flash uma ou várias vezes, podendo ser de diferentes posições na cena.

FLASH ANELAR – Ver RING FLASH.

FLASH AUTOMÁTICO - tipo ou modo de flash eletrônico com sensor fotossensível que determina a distância do flash para exposição ideal através da medida do retorno da luz refletida pelo objeto.

FLASH DE PICO LONGO – Flash eletrônico que utiliza um princípio estrosboscópico rápido para gerar um pico longo e uniforme de luz. Esse “longo clarão” permite que, em velocidades mais rápidas, a fenda de um obturador de plano focal cruze o filme/sensor e, uniformemente, exponha integralmente o quadro.

FLASH DEDICADO – Unidade de flash totalmente integrada à parte eletrônica de uma câmera. Ajusta a velocidade do obturador; detecta a velocidade do filme ou ganho do sensor; a abertura; a fotometria; a distância do assunto, etc...

FLASH MANUAL - tipo ou modo de operação do flash no qual o fotógrafo controla a exposição ajustando a abertura da objetiva em função da distância em que a cena se encontra.

FLASH TTL - neste modo ou função, o sensor eletrônico é automaticamente desligado. O fotômetro efetua a leitura da cena a ser fotografada e comanda o flash para emitir a intensidade de luz necessária para iluminar adequadamente a cena.

F-NUMBER - nomenclatura empregada quando nos referimos à abertura do diafragma, tendo tradicionalmente os seguintes formatos numérico: 1.0 / 1.4 / 2.0 / 2.8 / 4.0 / 5.6 / 8 / 11 / 16 / 22 / 32 / 45.

FOCO – Ajuste do ponto máximo de nitidez ao fotografar um objeto. As câmeras com foco automático fazem isto automaticamente, mas ao se fotografar em close up, frequentemente é mais rápido e preciso alterar para o foco manual. Tecnicamente é o estado ótico no qual os raios de luz convergem no filme ou no sensor para produzir a imagem mais nítida possível.
 
FOCO FIXO - Refere-se aos tipos de câmara em que não há possibilidade de ajuste da distância entre a objetiva e o assunto fotografado.
 
FOLE - parte flexível das câmaras, geralmente de médio ou grande formato, que une a objetiva ao corpo da câmara e serve para afastar ou aproximar a objetiva do plano focal. Há também o FOLE DE EXTENSÃO, acessório indispensável para micro e macrofotografia.
 
FOTOGRAMA - Há várias definições: 1) Cada uma das imagens em um rolo de filme. 2) As bordas de uma imagem. 3) Fotografia sem câmara obtida por cópia contato de objetos colocados diretamente sobre o papel fotográfico.
 
FOTÔMETRO - instrumento dotado de célula fotossensível empregado para medir a intensidade da luz que é refletida por um objeto. É usado para determinar a exposição correta para obter uma boa fotografia ou impressão adequada. Pode ser de luz incidente ou de luz refletida. Conhecido também como EXPOSÍMETRO.
 
FOTÔMETRO CENTRAL - Fotômetro de ação central. Medidor de exposição que trabalha através da objetiva, e mede os valores de luz de toda a cena, dando, porém, maior ênfase à área central do visor.
 
FOTÔMETRO DE LEITURA INTEGRAL ou MATRIX - Dispositivo de medição de exposição com grande ângulo de visão. A exposição indicada é baseada na média de todos os valores de luz na cena a ser fotografada. Leitura mestre.
 
FOTÔMETRO DE LUZ INCIDENTE - Fotômetro manual externo que mede a quantidade de luz que incide sobre o objeto ou cena a ser fotografada, apresentando a relação de aberturas e diafragmas adequados. Ver também Fotômetro de luz refletida.
 
FOTÔMETRO DE LUZ REFLETIDA - Fotômetro (manual ou embutido na câmara) que lê a quantidade de luz refletida no objeto, apresentando a exposição adequada.Ver também Fotômetro de luz incidente.
 
FOTÔMETRO PONTUAL - Fotômetro de ação restrita cujo ângulo de visão é estreito, utilizado para medir a quantidade de luz de uma pequena parte da cena fotografada.
 
FOTOMETRO TTL - Fotômetro de leitura direta através da objetiva (Fotômetro TTL). Fotômetro embutido que faz as leituras de luz diretamente através da objetiva sobre o plano do filme.

FOTOMETRIA - ato de medir a luz de uma determinada região do quadro, ou do quadro inteiro. A fotometria é medida em Fator de Exposição, mas aparece em grande parte dos fotômetros internos das câmeras como uma relação entre velocidade e abertura.

FOTOMETRIA DE LUZ INCIDENTE – Uso de um fotômetro na posição do assunto, apontado em direção à câmera, com um difusor sobre o fotosensor.

FOTOMETRIA DE LUZ REFLETIDA – Medição da exposição (geralmente a partir da posição da câmera) com o fotômetro apontado em direção ao assunto.

FOTOMETRIA POR MÉDIA - fotometria que considera a média das regiões do quadro. Normalmente é usada no modo automático, conduzindo a enganos, pois nem sempre o assunto principal tem iluminação coerente com o resto.

FOTOMETRIA SPOT - fotometria num único ponto no centro da lente. Permite medir cada pedaço da imagem, bastando varrer a imagem com o centro da lente, e assim saber se a imagem está compreendida na LATITUDE do sensor.

FOVEON – matriz de sensor óptico em que há o empilhamento em 3 camadas de diferentes fotodiodos sensíveis a diferentes comprimentos de luz, resultando no processamento das 3 cores primárias que derivam na cor exata da cena.

F-STOP – ver F-NUMBER

GAMMA - a relação entre os valores dos tons na imagem original e o valor dos tons na imagem final resultante de um equipamento de saída de imagem.

GIRAFA – Braço para anexar luzes ou acessórios.

GOBO – Qualquer coisa utilizada para bloquear total ou parcialmente a luz. Derivação da expressão inglesa “go between”.

GRADAÇÃO – Fusão suave de um tom ou cor em outro, ou de transparente a colorido dentro de uma mesma tonalidade.
 
GRANDE ANGULAR - São objetivas cuja distancia focal é menor que as objetivas normais - variando de 8 a 35 mm, ou seja, de Super Olho de Peixe a Angular Standard -, encontrando aplicação pratica em trabalho a curta distancia. Possuem grande angulo visual - de 220 a 62 graus. Tem pôr função principal acentuar bastante a perspectivas fazendo com que os primeiros planos fiquem relativamente maiores do que os planos posteriores. São muito úteis para a fotografia arquitetônica de interiores, onde o espaço útil para fotografar é muito reduzido. Sua luminosidade, de um modo geral é bem menor do que as objetivas normais e, sua profundidade de campo muito ampla, não permitindo a não ser em casos muitos especiais, o foco seletivo. Sua definição, no entanto, é muito maior em comparação com as outras objetivas, pois diminuem a escala de reprodução.
 
GRANULAÇÃO - Também denominado por "Grão" Tamanho dos cristais de prata da emulsão dos filmes fotográficos. A granulação, proporção das partículas de prata, aumenta quanto maior for a sensibilidade do filme (medida em ISO) e também em função da proporção de ampliação do negativo.

GRANULAÇÃO – Medida subjetiva dos grãos de um filme, levando em consideração a impressão visual geral do resultado ampliado sobre condições práticas de visualização. Ela deve estar baseada nos observadores “médios” relatando níveis de padrões de grãos minimamente aceitáveis.

GRANULARIDADE – Medida objetiva dos grãos de um filme. É mensurada sob condições laboratoriais usando-se um microdensitômetro que vasculha a imagem processada de uma tonalidade cinza-médio uniforme.

GRÃO - efeito salpicado causado por partículas de prata se agrupado num negativo.

HALETOS DE PRATA – Compostos fotossensíveis de prata e sais de álcali de uma substância química halógena – tal como brometo, cloreto, iodeto. Atualmente, é usado também como um termo geral para a fotografia que utiliza filme e papel quimicamente revestidos, a fim de se fazer uma diferenciação em relação aos métodos eletrônicos mais modernos de fotografia, isto é, utilizando sensores CCD/CMOS.

HALO DE SHARPNESS - borda branca ou mais clara que surge nos contornos dos objetos ou figuras quando a imagem digital tem uma aplicação de sharp violenta. Um dos defeitos mais incômodos da fotografia digital. Normalmente é facilmente observável na transição de partes escuras para as de meio tom.
 
HALOGENETO DE PRATA - Componente sensível à luz presente nas emulsões fotográficas, compreendendo o cloreto, o brometo e o iodeto de prata ainda que também possam utlizar-se outros halogenetos.

HAZY LIGHT – Acessório de iluminação de estúdio, com estrutura tubular ou semi-tubular, em formato quadrado ou retangular, que auxilia na suavização da luz através de uma tela de filtragem de luz.

HDR (HIGH DYNAMIC RANGE) - em termos de fotografia seria uma latitude ampliada. É uma técnica que consiste em realizar diversas fotos do mesmo assunto com valores de exposição diferentes e depois combiná-las, a fim de criar uma imagem que não perca detalhes nem nas sombras nem nas altas-luzes.

HIGH KEY – Cena ou foto consistindo predominantemente em cores e tons pálidos e delicados.

HIPERFOCAL - é um tipo de regulagem da abertura e da distância focal que permite deixar praticamente todo o quadro nítido, desde o primeiro plano até o infinito. Isso depende da distância focal também, pois quanto menor a distância focal, maior a PROFUNDIDADE DE CAMPO, e mais facilmente se faz fotografias em HIPERFOCAL. Ver também DISTÂNCIA HIPERFOCAL.

HISTOGRAMA - gráfico que mostra distribuição tonal de uma imagem, nas altas, médias e baixas luzes.

HSB (Hue; Saturation; Brightness) – Também conhecido como HSV (Hue; Saturation; Value).  As três dimensões da cor, assim como o modelo padrão utilizado para ajustar a cor em muitos aplicativos de edição de imagens.
 
IMAGEM LATENTE - Imagem formada pelas alterações dos grãos de halogenetos de prata na emulsão fotográfica após exposição à luz. A imagem não é visível até que o processamento químico ocorra.

ILUMINAÇÃO DE BORDA – Luz posterior e ligeiramente lateral que incide sobre o assunto produzindo um efeito de flare ou ‘coroa brilhante’ em torno de suas bordas.

ILUMINAÇÃO EM ÂNGULO - luz incidindo sobre o motivo em ângulo distinto da posição da câmera.

ILUMINAÇÃO FRONTAL - luz incidindo sobre o motivo a partir da mesma direção da câmera, criando imagens claras, de alto contraste, mas com sombras planas e menos relevo.

INSTANTÂNEOS - fotografias feitas rapidamente, para registrar o momento sem maiores preocupações com técnica e resultado final de qualidade, geralmente utilizando-se câmeras point-and-shot. Pode ser utilizado como linguagem fotográfica, onde a falta de qualidade é parte da técnica fotográfica.

INTERPOLAÇÃO DE COR – Ver DEMOSAICO

ISO (INTERNATIONAL STANDARDS ORGANIZATION) - valor padronizado que substituiu os antigos padrões ASA, DIN e JIS. Série de números que indica a sensibilidade de um filme à luz. As velocidades mais comuns variam de 25 a 1600 ISO. Os filmes de 200 ISO, por exemplo, são duas vezes mais sensíveis do que os filmes de 100 ISO que, por sua vez, são duas vezes mais sensíveis do que os de 50 ISO. Esse padrão é utilizado no ajuste da exposição correta. O conceito foi adotado integralmente também para a resposta de sinal do sensor digital.

JEPG, JPG - O Joint Photographics Experts Group é um dos mais populares formatos adotados pela Internet, devido à boa taxa de compactação em 24 bits (16,7 milhões de cores), e permite escolher a taxa de compactação dos dados da imagem (quanto mais compactado menor a qualidade). Mantém arquivos pequenos com boa qualidade.

KELVIN (K) - unidade que exprime a temperatura de cor no Sistema Internacional de Unidades (SI). Os valores Kevin são empregados na fotografia para indicar a temperatura de cor e sua respectiva dominância em função das diversas fontes de luz utilizadas. A luz branca é de 5.500 Graus.

LATITUDE - faixa de captura de luzes do filme/sensor entre o branco e o preto. Uma regulagem para uma luminosidade média captura, p. ex., dois pontos de exposição a menos antes de virar preto, e dois pontos de exposição a mais antes de virar branco, assim se diz que esse sensor tem uma latitude de sete, assim compreendido: o preto, dois tons escuros de cinza não pretos, o cinza médio, dois tons claros de cinza não brancos, o branco. Alguns dizem que tal latitude é de cinco, desconsiderando o preto e o branco. Um filme tem latitude maior, sendo os pontos de exposição antes de virar preto ou branco três ou três e meio.

LCD (LIQUID CRISTAL DISPLAY) - é um dispositivo que existe em câmaras fotográficas digitais, permitindo a visualização da imagem a captar, bem como outro tipo de informação adicional. As câmaras digitais, em geral, possuem uma tela LCD que permite ao usuário visualizar, rever e apagar imagens armazenadas na câmara. Os melhores LCDs são o de matriz ativa porque fornecem a imagem melhor definida.

LEI DA RECIPROCIDADE – Exposição = intensidade x tempo.

LEI DO INVERSO DO QUADRADO – Com uma fonte de luz pontual, a intensidade luminosa em uma superfície é proporcional ao quadrado de sua distância até a fonte, isto é, se a distância cair à metade, a intensidade é multiplicada por quatro.

LENTE ACROMÁTICA – Corrigida para aberrações cromática exatamente em dois comprimentos de onda separados, geralmente vermelho e azul, que são levados para o mesmo plano focal.

LENTE ANASTIGMATA – Lente corrigida para estar praticamente livre de astigmatismo (totalmente livre no caso de um assunto a uma única distância) e apresentado um campo curvado mínimo.

LENTE APOCROMÁTICA (APO) – Lente altamente corrigida para aberração cromática em três comprimentos de onda (geralmente azul, verde e vermelho) em vez dos dois comprimentos costumeiros. Também dispensa a necessidade de corrigir o seu ajuste de foco ao bater fotografias em infravermelho.

LENTE CATADIÓPTRICA – Também chamada de ‘LENTE ESPECULAR’ – lente que emprega espelhos além de elementos vítreos. Esse projeto torna as lentes de grande distância focal mais compactas, menos pesadas, mas mais corpulentas.
 
LENTE DE APROXIMAÇÃO - Ou lentes "Close Up".Lente positiva simples, em forma de filtro, colocada diante da objetiva para fotografar a distância menor do que a normalmente permitida pela objetiva em questão.

LENTE ESPECULAR – Ver ‘Lente Catadióptrica’

LENTE GRANDE-ANGULAR (GA) - tecnicamente são lentes que tem a distância focal menor que a diagonal da mídia. Popularmente são definidas como objetivas cuja distancia focal é menor que as objetivas normais - variando de 8 a 35 mm, ou seja, de Super Olho de Peixe a Angular Standard -, encontrando aplicação pratica em trabalho a curta distancia. Possuem grande angulo visual - de 220 a 62 graus. Tem pôr função principal acentuar bastante a perspectivas fazendo com que os primeiros planos fiquem relativamente maiores do que os planos posteriores. São muito úteis para a fotografia arquitetônica de interiores, onde o espaço útil para fotografar é muito reduzido. Sua luminosidade, de um modo geral é bem menor do que as objetivas normais e, sua profundidade de campo muito ampla, não permitindo, a não ser em casos muitos especiais, o foco seletivo. Sua definição, no entanto, é muito maior em comparação com as outras objetivas, pois diminuem a escala de reprodução.

LENTE MACRO - lente capaz de fotografar na escala 1:1 (tamanho natural) ou em índices menores equivalentes. O termo também é utilizado para descrever qualquer objetiva adequada para fotografar objetos a pequenas distâncias. As objetivas macro ou micro conforme a designação de seu respectivo fabricante, também podem ser utilizadas em cenas normais.

LENTE NORMAL - tecnicamente são lentes que tem a distância focal aproximadamente igual à diagonal da mídia. Popularmente são definidas como objetivas cujo ângulo de visão se aproxima do humano - entre 40 e 60 graus -, não ampliando ou diminuindo o tamanho relativo dos objetos no quadro. Tem serventia em praticamente todos os tipos de fotografias, são leves, baratas, luminosas e possibilitam o controle criativo da profundidade de campo.

LENTE OLHO-DE-PEIXE (FISHEYE) - lente grande-angular especial que pode capturar perspectivas panorâmicas extremas, mas distorce os lados da imagem.

LENTE RÁPIDA - capacidade relativa de a lente transmitir luz. Medida pela maior abertura na qual a lente pode ser usada. A lente rápida possui uma abertura máxima maior e é capaz de transmitir mais luz que a lenta. Geralmente o termo compreende as lentes de aberturas maiores que f/2.0.

LENTE TELE - também chamada de teleobjetiva. Tecnicamente são as lentes cuja distância focal é maior do que a diagonal da mídia. Comumente são ditas das lentes cujo ângulo de visão é menor do que o do olho humano. Portanto, essa lente tem a capacidade de fazer o assunto aparecer maior na imagem, dando a impressão de que o assunto está mais próximo que na realidade. Apresentam características diversas conforme sua construção, sobretudo em relação à compressão (achatamento) de planos e controle da profundidade de campo.

LONGA EXPOSIÇÃO - velocidade de disparo lento, ou seja, o obturador aberto por um longo tempo. Geralmente isto significa 1/30 segundo ou mais, podendo mesmo chegar a horas. Como segurar a câmera com velocidade de disparo lento sempre resulta em trepidação da câmera, sempre utilizar um tripé ou outro apoio para estabilizar a câmera.

LOW KEY – Cena ou foto consistindo predominantemente em tons escuros, com cores sombrias.

LUMINÂNCIA – A quantidade de energia luminosa emitida ou refletida.